Como contratar profissionais de growth que realmente entregam resultado
- MagnóliaOlímpia

- 18 de nov.
- 4 min de leitura

Aprendizados da Maggy a partir de clientes MarTech como a Leadlovers para apoiar times que precisam crescer com estratégia e consistência.
Growth se tornou prioridade para empresas digitais que querem escalar sem perder eficiência. Ao mesmo tempo, a contratação para essa área continua sendo um dos desafios mais frequentes em MarTech. O problema não é a falta de profissionais com cursos e certificações, mas a dificuldade de identificar quem realmente entende growth como disciplina estratégica e não como um conjunto de tarefas.
Na Maggy, ao apoiar empresas de marketing digital e automação, como a Leadlovers, observamos padrões claros nos comportamentos que definem o sucesso de contratações em growth. Este artigo apresenta os pontos críticos e caminhos práticos para formar equipes que sustentam crescimento de verdade.
Por que contratar para growth é tão desafiador?
Growth não é ferramenta, não é automação e não é um plano de experimentos isolados. Growth é uma forma de pensar e operar que combina leitura de produto, entendimento do funil, priorização, análise crítica, comunicação e alinhamento com a cultura da empresa.
Além disso, growth depende de maturidade para tomar decisões com base em dados, sustentar hipóteses e compreender o que realmente move o negócio. Por isso, contratar alguém apenas porque sabe usar plataformas de automação ou executar campanhas pode levar a um desalinhamento entre entregas e impacto real.
Erros mais comuns ao contratar profissionais de growth
1. Confundir habilidade em ferramentas com competência
Muitas empresas ainda avaliam profissionais de growth pela quantidade de ferramentas que dominam. Isso gera contratações de pessoas que executam tarefas repetidas, mas não conseguem orientar decisões.
Competência em growth envolve raciocínio estratégico, leitura de dados, curiosidade, criticidade e capacidade de transformar uma análise em ação. Quem não possui esses elementos tende a operar no automático, sem priorização e sem entendimento de impacto.
Como evitar
• Explore situações reais em que a pessoa usou dados para tomar decisões.
• Verifique como ela formula hipóteses e escolhe o que testar.
• Avalie criticidade, clareza de raciocínio e orientação a impacto.
• Peça exemplos de resultados alcançados e não apenas de ferramentas utilizadas.
2. Ignorar diferenças entre B2C e B2B SaaS
Ainda é comum contratar profissionais que vêm de e-commerce, infoproduto ou conteúdo, sem avaliar se a experiência faz sentido para um negócio B2B SaaS, por exemplo. Os funis são diferentes, as métricas são diferentes e as dinâmicas de decisão também.
Quando isso não é considerado, a empresa recebe estratégias que funcionam bem em contextos de volume, mas que não se aplicam a ciclos de vendas mais longos ou a produtos que exigem integração entre marketing, vendas e produto.
Como evitar
• Explore experiências que envolvam funis mais complexos e ciclos mais longos.
• Verifique se a pessoa entende métricas como MRR, churn, LTV e ativação.
• Avalie a capacidade de integrar growth com produto e vendas.
• Peça exemplos concretos de testes e resultados no contexto certo.
3. Não avaliar perfil investigativo e aprendizado contínuo
Growth evolui com velocidade. Ferramentas, canais, algoritmos e comportamentos de usuário mudam o tempo todo. Quem não cultiva uma postura investigativa fica rapidamente defasado.
O erro aparece quando a seleção prioriza apenas execução. Pessoas que não estudam, não questionam e não analisam aprendizados tendem a repetir playbooks que já não funcionam.
Como evitar
• Pergunte como a pessoa aprende, acompanha tendências e revisa suas próprias decisões.
• Explore situações de experimentos fracassados e o que ela fez a partir disso.
• Avalie capacidade analítica, curiosidade e criticidade.
• Observe se ela sabe explicar o porquê de cada escolha, não apenas o como.
Como contratar profissionais de growth de forma estruturada
Mapeie competências fundamentais antes da vaga abrir
Conhecimento de funil, competência analítica, leitura de negócio e curiosidade investigativa.
Avalie leitura de contexto e entendimento de produto
Growth que não compreende o produto e sua jornada não gera impacto consistente.
Construa entrevistas que combinem raciocínio e comunicação
Growth precisa comunicar hipóteses, aprendizados e decisões para outras áreas.
Alinhe expectativas sobre ritmo, autonomia e integração
Empresas de MarTech funcionam com colaboração intensa entre marketing, produto e tecnologia.
Envolva áreas parceiras no processo
Growth não atua sozinho. Produto, vendas e engenharia precisam participar do processo seletivo.
Por que isso importa?
Contratar errado para growth gera desperdício de tempo, perda de foco, testes desalinhados, CAC inflado e resultado inconsistente. Além disso, atrasa decisões importantes sobre produto e experiência do usuário.
Quando a contratação é feita com clareza, critério e leitura de contexto, a empresa ganha:
• mais impacto por teste;
• priorização clara;
• decisões orientadas por dados;
• eficiência na aquisição e na retenção;
• crescimento sustentável.
Essa é a abordagem que a Maggy leva às empresas com quem trabalha: ajudar a construir times que sustentam crescimento com consistência e realismo.
Conclusão
Contratar profissionais de growth não é sobre encontrar quem domina mais ferramentas, mas quem entende o negócio, pensa de forma analítica, aprende rápido e conecta dados a decisões. As três armadilhas apresentadas são comuns no mercado e podem ser evitadas com um processo bem estruturado.
Se quiser revisar ou fortalecer sua estrutura de contratação em growth, a Maggy apoia esse caminho. Agende nossa conversa 👉🏼 AQUI!



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