Como medir clima e engajamento em empresas em crescimento
- MagnóliaOlímpia

- 17 de dez. de 2025
- 13 min de leitura

A maioria das empresas só descobre que o clima está ruim quando alguém pede demissão. Nesse ponto, o problema já se consolidou e a saída é apenas o sintoma visível de uma deterioração que vinha acontecendo há meses.
Medir clima e engajamento de forma sistemática muda esse cenário. Uma estrutura de escuta bem desenhada revela o que está funcionando, o que está deteriorando e onde intervir antes que problemas virem crises.
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Os problemas da pesquisa de clima tradicional Pulse surveys: como medir clima e engajamento de forma contínua
O que é clima organizacional e por que medir
Clima organizacional é a percepção coletiva sobre o ambiente de trabalho. Ele captura como as pessoas se sentem em relação à empresa, à liderança, aos colegas, às condições de trabalho e às perspectivas de futuro.
O clima é diferente de engajamento, embora os dois estejam conectados. Clima é o ambiente emocional coletivo, a temperatura do grupo. Engajamento é a energia individual de contribuição, o quanto cada pessoa está disposta a investir além do mínimo.
Uma empresa pode ter clima bom e engajamento baixo, o que significa que as pessoas gostam do ambiente mas não estão motivadas a dar o melhor. O inverso também existe: clima tenso com pessoas engajadas por medo ou pressão, o que não se sustenta no longo prazo.
Os problemas da pesquisa de clima tradicional
A pesquisa anual de clima, com 50 perguntas e relatório três meses depois, nasceu em um contexto que não existe mais. Empresas mudavam devagar, pessoas ficavam anos no mesmo cargo e um retrato anual era suficiente para orientar decisões.
Hoje, especialmente em empresas em crescimento, o cenário muda em semanas. Uma pesquisa anual captura uma foto já obsoleta quando o relatório fica pronto, e as ações corretivas chegam tarde demais.
Além disso, pesquisas longas geram fadiga. Pessoas respondem no piloto automático, marcam opções intermediárias para terminar logo e os dados perdem confiabilidade. O instrumento que deveria revelar a realidade acaba mascarando ela.
Pulse surveys: como medir clima e engajamento de forma contínua
Pulse surveys são pesquisas curtas e frequentes, geralmente com 5 a 10 perguntas, aplicadas semanal ou quinzenalmente. Elas capturam variações de clima em tempo real e permitem intervenções rápidas.
O formato funciona bem porque respeita o tempo das pessoas e gera dados atualizados. Em vez de um relatório denso por ano, a liderança acompanha tendências e identifica quedas antes que se tornem crises.
A frequência ideal depende do contexto. Empresas em momento de mudança intensa podem precisar de pulsos semanais. Operações mais estáveis funcionam bem com quinzenais ou mensais. O ponto é manter cadência consistente para comparar resultados ao longo do tempo.
Health Score: um indicador sintético de saúde do time
Health Score é uma métrica composta que consolida diferentes dimensões do clima em um número único. Funciona como um termômetro que indica se o time está saudável, em alerta ou em risco.
A composição do Health Score varia conforme a empresa, mas geralmente inclui dimensões como satisfação geral, clareza de papel, qualidade da liderança, conexão com colegas e perspectiva de futuro. Cada dimensão recebe peso e o resultado final é um índice comparável ao longo do tempo.
O valor do Health Score não está no número absoluto, mas na tendência. Um score de 72 não significa nada isoladamente. Um score que caiu de 78 para 72 em um mês sinaliza algo que precisa de atenção.
Como montar um Health Score na prática
O Health Score consolida múltiplas dimensões em um número único que facilita o acompanhamento ao longo do tempo. Montar um índice próprio não exige ferramenta sofisticada, apenas clareza sobre o que medir e disciplina para manter a consistência.
O primeiro passo é definir as dimensões que compõem o índice. Uma estrutura comum inclui satisfação geral, liderança, clareza de papel, comunicação, desenvolvimento, equilíbrio e pertencimento. Cada dimensão pode ter uma ou mais perguntas associadas.
O segundo passo é definir pesos para cada dimensão conforme a relevância para o momento da empresa. Se a organização está em fase de crescimento acelerado, clareza de papel pode ter peso maior. Se houve troca recente de liderança, essa dimensão merece atenção especial. Os pesos podem ser iguais no início e ajustados conforme a empresa aprende o que mais impacta seu contexto.
O terceiro passo é calcular o índice. Uma fórmula simples: cada pergunta é respondida em escala de 1 a 5, convertida para 0 a 100. O Health Score é a média ponderada das dimensões. Se liderança tem peso 2, clareza peso 1,5 e as demais peso 1, multiplica-se cada nota pelo peso, soma-se tudo e divide pelo total de pesos.
O quarto passo é definir faixas de interpretação. Uma referência comum: acima de 75 é saudável, entre 60 e 75 é atenção, abaixo de 60 é crítico. Mas o mais importante é acompanhar a tendência, não o número absoluto. Um Health Score de 68 estável é diferente de um 68 que era 78 há dois meses.
eNPS: a pergunta que revela lealdade
O eNPS (Employee Net Promoter Score) adapta a metodologia de satisfação de clientes para o contexto interno. A pergunta central é simples: "De 0 a 10, o quanto você recomendaria esta empresa como lugar para trabalhar?"
Respostas de 9 a 10 são promotores, pessoas que falam bem da empresa espontaneamente. Respostas de 7 a 8 são neutros, satisfeitos mas não entusiasmados. Respostas de 0 a 6 são detratores, pessoas que provavelmente falam mal ou estão buscando outras oportunidades.
O eNPS é calculado subtraindo o percentual de detratores do percentual de promotores. Um eNPS de 30 é considerado bom, acima de 50 é excelente. Mas, novamente, o valor absoluto importa menos que a evolução ao longo do tempo.
O que perguntar em cada dimensão
Perguntas genéricas geram respostas genéricas. Estruturar a pesquisa por dimensões específicas permite identificar onde estão os problemas e direcionar ações com precisão.
Liderança é uma das dimensões de maior impacto no clima. Perguntas úteis incluem: "Minha liderança direta me dá contexto suficiente para tomar boas decisões?", "Recebo feedback que me ajuda a melhorar?", "Sinto que posso discordar abertamente nas conversas com minha liderança?". Essas perguntas revelam qualidade da relação, não apenas satisfação superficial.
Clareza de papel afeta diretamente a produtividade e o bem-estar. Perguntas como "Tenho clareza sobre o que se espera de mim?" e "Sei como meu trabalho contribui para os resultados da empresa?" identificam desalinhamentos que geram ansiedade e retrabalho.
Comunicação mede se a informação flui de forma adequada. "Fico sabendo das decisões importantes em tempo hábil?", "Entendo o motivo por trás das mudanças que acontecem?" e "Sei onde buscar informação quando preciso?" são perguntas que revelam gargalos de transparência.
Desenvolvimento captura perspectiva de futuro. "Tenho oportunidades de aprender e crescer aqui?", "Vejo um caminho de evolução para mim nesta empresa?" e "Minha liderança investe no meu desenvolvimento?" medem se as pessoas enxergam futuro ou estão apenas cumprindo tabela. Essa dimensão afeta diretamente o que faz talentos saírem, porque falta de perspectiva é uma das principais causas de turnover voluntário.
Equilíbrio e bem-estar ganhou peso nos últimos anos. "Consigo manter equilíbrio entre trabalho e vida pessoal?", "A carga de trabalho é sustentável?" e "Sinto que a empresa se preocupa com meu bem-estar?" identificam riscos de burnout antes que se manifestem em afastamentos.
Conexão e pertencimento é crítica em qualquer modelo de trabalho. "Sinto que faço parte de um time?", "Tenho conexões significativas com colegas?" e "Me sinto incluído nas conversas e decisões que me afetam?" medem o quanto as pessoas se sentem parte de algo maior.
Medir clima e engajamento em empresas remotas
No presencial, líderes captam sinais informais o tempo todo. Uma pessoa mais quieta, uma equipe que parou de almoçar junto, uma mudança de energia nas reuniões. Tudo isso são indicadores que o cérebro processa sem esforço consciente.
No remoto, esses sinais somem. O que aparece na câmera é uma fração mínima da realidade, e muitas interações acontecem por texto, onde tom e contexto se perdem. Líderes que confiam apenas na percepção acabam surpresos com pedidos de demissão que pareciam vir do nada.
Medir clima de forma sistemática compensa essa perda de visibilidade. Não substitui a sensibilidade humana, mas oferece dados que complementam a intuição e revelam padrões que nenhum gestor conseguiria captar sozinho.
Rituais de escuta que complementam a pesquisa
Pesquisa de clima captura percepção coletiva em um momento específico. Rituais de escuta contínua capturam nuances, contextos e sinais que nenhum formulário consegue.
1:1s regulares entre liderança e liderados são o ritual mais poderoso de escuta. Uma pergunta simples como "O que está te preocupando que eu deveria saber?" abre espaço para temas que não aparecem em pesquisas. A qualidade dos 1:1s afeta diretamente a qualidade do clima, porque é onde problemas são resolvidos antes de escalar.
Retrospectivas de time criam espaço coletivo para falar sobre o que está funcionando e o que não está. O formato clássico (o que foi bem, o que pode melhorar, o que vamos fazer diferente) gera diagnóstico e ação no mesmo ritual. Retrospectivas quinzenais ou mensais mantêm o pulso do grupo.
Canais abertos de feedback permitem que pessoas compartilhem percepções fora dos momentos formais. Pode ser um canal no Slack, um formulário sempre disponível ou um e-mail direto para People. O importante é que exista um caminho visível e que as pessoas confiem que serão ouvidas sem retaliação.
Check-ins de bem-estar em reuniões de time criam hábito de falar sobre como as pessoas estão, não apenas sobre o que estão fazendo. Começar reuniões com uma rodada rápida de "como você está chegando hoje?" humaniza a interação e revela sinais que passariam despercebidos.
Entrevistas de stay são conversas estruturadas com pessoas que a empresa quer reter. Perguntar "O que te faz ficar?", "O que te faria considerar sair?" e "O que podemos fazer melhor?" gera insights valiosos e mostra que a empresa se importa antes de receber um pedido de demissão.
O papel da liderança na sustentação do clima
A pesquisa mede clima e a liderança sustenta o clima. Nenhum instrumento de escuta compensa lideranças que não sabem ou não querem cuidar das pessoas.
Lideranças são o principal fator de impacto no clima de seus times. A mesma empresa pode ter áreas com clima excelente e áreas em crise, dependendo de quem lidera. Por isso, olhar resultados por área e não apenas consolidados revela onde estão os problemas de gestão.
Preparar lideranças para receber feedback é tão importante quanto coletar o feedback. Gestores que se sentem atacados pelos resultados tendem a se defender ou ignorar, o que piora o clima em vez de melhorar. Treinar lideranças para ler os dados com curiosidade, não com defensividade, é parte do trabalho de People.
Cobrar ação das lideranças fecha o ciclo. Se a pesquisa revela problema em um time e nada muda, a mensagem é que a escuta não tem consequência. Vincular resultados de clima a conversas de desenvolvimento e, em casos graves, a decisões sobre permanência na posição de liderança, mostra que a empresa leva o tema a sério.
Clima em momentos de mudança
Momentos de mudança são os mais arriscados para o clima. Reestruturações, trocas de liderança, mudanças de estratégia, layoffs, fusões. Qualquer alteração significativa gera incerteza, e incerteza deteriora clima.
Nesses momentos, a frequência de medição deve aumentar. Se o padrão é pulse mensal, considerar quinzenal ou até semanal durante transições intensas. O objetivo é captar deterioração rapidamente e agir antes que se consolide.
A comunicação dos resultados também muda. Em momentos de crise, transparência sobre os dados ruins é mais importante do que em tempos normais. Esconder que o clima caiu quando todo mundo sente que caiu destrói a confiança no processo. Reconhecer o problema e mostrar o que está sendo feito para endereçá-lo preserva credibilidade.
Ações visíveis e rápidas importam mais que ações perfeitas. Em crise de clima, as pessoas precisam ver movimento. Uma mudança pequena implementada em uma semana comunica mais do que um plano elaborado apresentado em dois meses. A velocidade da resposta sinaliza o quanto a empresa se importa.
Nem todo problema de clima em momento de mudança é evitável. Algumas decisões difíceis geram insatisfação legítima. O papel da pesquisa nesses casos é distinguir o que é reação temporária à mudança do que é deterioração estrutural que precisa de intervenção.
Indicadores de alerta precoce
O Health Score é um indicador atrasado, ele mostra o que já aconteceu. Indicadores de alerta precoce captam sinais antes que o clima se deteriore visivelmente.
Queda na taxa de resposta da própria pesquisa é sinal de alerta. Se as pessoas param de responder, estão dizendo que não acreditam que vale a pena ou que não confiam no processo. Monitorar taxa de resposta ao longo do tempo revela desengajamento antes que apareça nos scores.
Silêncio em reuniões indica retração. Se pessoas que participavam ativamente param de contribuir, algo mudou. Lideranças atentas percebem isso no dia a dia, mas é possível criar mecanismos de monitoramento, como medir participação em canais de comunicação ou frequência de contribuições em documentos colaborativos.
Aumento de absenteísmo e de uso de benefícios de saúde mental são indicadores indiretos de clima. Pessoas que não estão bem faltam mais e buscam mais suporte. Cruzar esses dados com resultados de clima por área pode revelar correlações importantes.
Turnover voluntário crescente é o indicador mais atrasado de todos, quando aparece o problema já se consolidou. Por isso, monitorar pedidos de demissão por área e correlacionar com histórico de clima ajuda a entender padrões e prevenir futuras saídas.
Feedback informal negativo que chega por canais indiretos (conversas de corredor, comentários em redes sociais, relatos de quem saiu) são sinais que não aparecem em pesquisa formal. Criar canais para que essas informações cheguem a People de forma estruturada complementa a escuta formal.
Como garantir respostas honestas
Anonimato é pré-requisito para respostas sinceras, especialmente em times pequenos onde é fácil identificar quem disse o quê. Se as pessoas não confiam que suas respostas são anônimas, vão responder o que acham que a liderança quer ouvir.
Comunicar o propósito da pesquisa também importa. Explicar por que estamos perguntando, o que faremos com os dados e como isso beneficia o time aumenta a taxa de resposta e a qualidade das respostas.
Fechar o ciclo é o que sustenta a confiança ao longo do tempo. Se a pesquisa revela um problema e a empresa age sobre ele, as pessoas entendem que vale a pena responder com honestidade. Se nada muda, a próxima pesquisa terá menos adesão e menos sinceridade.
Do dado à ação: o que fazer com os resultados
Coletar dados é a parte fácil. Transformar dados em ação é onde a maioria das empresas trava. Um relatório cheio de gráficos que ninguém lê não melhora clima nenhum.
O primeiro passo é compartilhar os resultados com o time, incluindo os pontos negativos. Transparência reforça confiança e mostra que a empresa leva a escuta a sério. Esconder problemas ou apresentar apenas o que é positivo mina a credibilidade do processo.
O segundo passo é priorizar. Nenhuma empresa resolve tudo ao mesmo tempo, então é preciso escolher duas ou três dimensões para atacar primeiro. Os critérios de priorização podem ser impacto, urgência ou viabilidade de ação.
O terceiro passo é agir e comunicar. Implementar mudanças e contar para o time que elas vieram da pesquisa fecha o ciclo e reforça que a escuta tem consequência.
Clima e cultura: qual a relação
Clima é como as pessoas se sentem hoje. Cultura é o padrão de comportamentos e crenças que se repete ao longo do tempo. Clima oscila, cultura é mais estável.
Um clima ruim persistente pode corroer a cultura, porque as pessoas internalizam que "aqui é assim mesmo". Por outro lado, uma cultura forte pode absorver oscilações de clima sem se desestabilizar, porque o padrão de fundo se mantém.
Medir clima regularmente ajuda a proteger a cultura, porque permite intervir quando o ambiente começa a se deteriorar. Empresas que estruturam gestão de pessoas com intencionalidade tratam clima como indicador de saúde cultural, não como pesquisa burocrática.
Ferramentas para medir clima e engajamento
Existem diversas plataformas especializadas em pesquisa de clima e engajamento: Pulses, Feedz, Qulture.Rocks, Officevibe, Culture Amp, entre outras. Cada uma tem suas características de preço, funcionalidades e integração.
Para empresas menores ou em estágio inicial, formulários simples no Google Forms ou Typeform resolvem. O importante não é a sofisticação da ferramenta, mas a consistência do processo e o compromisso de agir sobre os resultados.
Independente da ferramenta, o que faz diferença é a cadência, a qualidade das perguntas, o anonimato real e o fechamento do ciclo. Uma planilha bem usada supera uma plataforma cara que ninguém olha.
Por que medir clima e engajamento importa para empresas em crescimento
Empresas em crescimento contratam rápido, mudam estrutura com frequência e exigem muito das pessoas. Esse contexto é terreno fértil para problemas de clima, porque a velocidade não dá tempo para ajustes naturais.
Medir clima de forma sistemática funciona como sistema de alerta precoce. Permite identificar sinais de que a operação precisa de ajuda antes que os problemas se tornem visíveis em turnover ou queda de performance.
Ignorar clima em momentos de crescimento é apostar que tudo vai se resolver sozinho. Às vezes resolve, mas o mais comum é acumular tensões que explodem quando a empresa menos pode lidar com elas.
Perguntas Frequentes
O que é clima organizacional?
É a percepção coletiva sobre o ambiente de trabalho. Captura como as pessoas se sentem em relação à empresa, à liderança, aos colegas e às condições de trabalho, gerando dados para decisões de gestão de pessoas.
Qual a diferença entre clima e engajamento?
Clima é o ambiente emocional coletivo, como o grupo se sente. Engajamento é a energia individual de contribuição, o quanto cada pessoa está disposta a investir além do mínimo. Os dois estão conectados mas não são a mesma coisa.
Com que frequência devo medir clima e engajamento?
Pesquisas anuais são insuficientes para empresas em crescimento ou contextos de mudança. Pulse surveys quinzenais ou mensais, com 5 a 10 perguntas, capturam variações em tempo real e permitem ações rápidas.
O que é Health Score e como montar um?
Health Score é uma métrica composta que consolida diferentes dimensões do clima em um número único. Para montar: defina dimensões (liderança, clareza, comunicação, desenvolvimento, equilíbrio), atribua pesos conforme relevância, colete respostas em escala de 1 a 5, converta para 0 a 100 e calcule a média ponderada.
Quais dimensões devo medir na pesquisa?
As dimensões mais comuns são: liderança, clareza de papel, comunicação, desenvolvimento, equilíbrio e bem-estar, e conexão/pertencimento. Cada dimensão deve ter perguntas específicas e acionáveis, não genéricas.
O que fazer quando o clima cai em momentos de mudança?
Aumente a frequência de medição, seja transparente sobre os resultados ruins, implemente ações visíveis e rápidas, e distinga reação temporária de deterioração estrutural. Esconder problemas que todos sentem destrói a confiança no processo.
Quais são os sinais de alerta precoce de problemas de clima?
Queda na taxa de resposta da pesquisa, silêncio em reuniões, aumento de absenteísmo, turnover voluntário crescente e feedback informal negativo. Esses indicadores aparecem antes do Health Score cair.
Pesquisa de clima substitui conversas individuais?
Não. Pesquisa captura percepção coletiva. Rituais como 1:1s, retrospectivas e canais abertos de feedback capturam nuances e contextos que formulários não alcançam. Os dois se complementam.
Se sua empresa está crescendo e você não sabe como o time está se sentindo, esse é um risco que pode ser evitado. Diagnóstico de clima bem feito revela o que precisa de atenção antes que vire problema.



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